quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A clareza dos pedidos de esclarecimento

Toda esta instabilidade na minha vida profissional e o não saber o que o futuro me reserva deixa-me apreensiva, reflexiva, nervosa e insegura. Nunca fui, nem sou, de me conformar, de cruzar os braços, mas sei que quando ando para a frente ando sempre a medo, como se o chão que vou pisar estivesse repleto de minas. Às vezes penso que por um lado é bom, porque me torna cautelosa mas, por outro, receio que essa cautela se confunda com insegurança.
Como me faz confusão ninguém me saber dar uma informação concreta, decidi fazer um pedido de esclarecimentos à entidade responsável pelo projecto em que estou envolvida. Depois de semana e meia de ansiedade, lá chegou a resposta: "temos estado a envidar esforços junto da tutela, no sentido de se assegurar a possibilidade de renovação das vagas abertas, permitindo, a (re)afectação destes elementos às equipas" [eis o ânimo a crescer em mim] mas, estes processos de reafectação, no caso de entidades como a minha, será da responsabilidade da própria.
Por outras palavras, embora estejam a sensibilizar a entidade para nos renovarem os contratos, eles é que decidem se nós ficamos ou se ficam os que não sabem fazer o meu trabalho.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Black Swan



Na sexta-feira à noite fui ver o filme Black Swan e ADOREI. É incrível como a necessidade de atingirmos a perfeição e a pressão exterior para a alcançarmos nos pode levar à loucura. A determinada altura eu própria já não sabia o que era a realidade e o que era a loucura da personagem. Ainda não vi todos os filmes nomeados para os óscares, mas pelo que vi a Natalie Portman merece efectivamente um óscar para melhor atriz por este filme. A interpretação é brilhante e o filme, em si, para mim, magnífico.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Morrer por dentro

Criticamos as pessoas por serem duras, frias, secas e individualistas e achamos que estão sempre com cara de que todos-lhes-devem-e-ninguém-lhes-paga, mas a maior parte das vezes nem pensamos que foi a vida que as fez agir assim. Quando descobrimos que na origem dessa forma de estar na vida vem de um passado duro, não conseguimos nem sequer imaginar o peso do sofrimento que carregam. Nunca pensei conviver com uma pessoa assim de perto, mas convivi. E isso acho que me está a fazer mudar. A tornar mais tolerante, consciente e cuidadosa, porque um erro, um azar da vida, pode-nos arruinar a vida e matar por dentro.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A guerra não se conta

Hoje estive a ver a Grande Reportagem da SIC, sobre a Guerra Colonial. Sei que existiu não só por a ter dado na escola, mas por o meu pai ter sobrevivido a ela. Cresci a ouvi-lo muitas vezes falar da Guerra. Uma Guerra para onde foi obrigado e contrariado, por não a entender nem com ela concordar. Mas teve que ir, que antes do 25 de Abril não havia voto na matéria, fosse ela qual fosse. Ouvi-o e oiço-o muitas vezes falar das coisas boas, das peripécias, da camaradagem, de como ocupavam os dias lá no fim do mundo mas, por vezes, também das missões e emboscadas, das quais não fala em pormenor, talvez porque, como disseram na reportagem “a guerra não se conta”.

(In)Felizmente, foi para lá já nos últimos anos e, pelo que conta, o pior já tinha passado. Ainda assim, recorda e partilha, com as palavras e com o olhar, muitas coisas que viveu, com emoção e por vezes com uma certa dor…. “uma dor que cá fica” como diz um ex-combatente no final da reportagem. A dor do que viveram e do esquecimento a que os ex-combatentes foram votados. Como o meu pai uma vez disse “os felizmente poucos problemas físicos que tive, já estão debelados, mas os traumas psicológicos...esses apenas morrerão comigo!”

A guerra é uma dor para quem a viveu, mas também para quem vive com quem viveu a Guerra. A dor de não lhes poder tirar essa dor da alma.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Frase do dia

ELA: Deus só nos dá aquilo que nós conseguimos carregar. - diz a minha colega de trabalho num momento de descontração.
EU: Realmente, concordo plenamente contigo colega. Nós, por cá, temos que carregar com montes de gente estúpida... e buuurrrrraaaaaaa!!!!