Hoje estive a ver a Grande Reportagem da SIC, sobre a Guerra Colonial. Sei que existiu não só por a ter dado na escola, mas por o meu pai ter sobrevivido a ela. Cresci a ouvi-lo muitas vezes falar da Guerra. Uma Guerra para onde foi obrigado e contrariado, por não a entender nem com ela concordar. Mas teve que ir, que antes do 25 de Abril não havia voto na matéria, fosse ela qual fosse. Ouvi-o e oiço-o muitas vezes falar das coisas boas, das peripécias, da camaradagem, de como ocupavam os dias lá no fim do mundo mas, por vezes, também das missões e emboscadas, das quais não fala em pormenor, talvez porque, como disseram na reportagem “a guerra não se conta”.
(In)Felizmente, foi para lá já nos últimos anos e, pelo que conta, o pior já tinha passado. Ainda assim, recorda e partilha, com as palavras e com o olhar, muitas coisas que viveu, com emoção e por vezes com uma certa dor…. “uma dor que cá fica” como diz um ex-combatente no final da reportagem. A dor do que viveram e do esquecimento a que os ex-combatentes foram votados. Como o meu pai uma vez disse “os felizmente poucos problemas físicos que tive, já estão debelados, mas os traumas psicológicos...esses apenas morrerão comigo!”
A guerra é uma dor para quem a viveu, mas também para quem vive com quem viveu a Guerra. A dor de não lhes poder tirar essa dor da alma.
(In)Felizmente, foi para lá já nos últimos anos e, pelo que conta, o pior já tinha passado. Ainda assim, recorda e partilha, com as palavras e com o olhar, muitas coisas que viveu, com emoção e por vezes com uma certa dor…. “uma dor que cá fica” como diz um ex-combatente no final da reportagem. A dor do que viveram e do esquecimento a que os ex-combatentes foram votados. Como o meu pai uma vez disse “os felizmente poucos problemas físicos que tive, já estão debelados, mas os traumas psicológicos...esses apenas morrerão comigo!”
A guerra é uma dor para quem a viveu, mas também para quem vive com quem viveu a Guerra. A dor de não lhes poder tirar essa dor da alma.





