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terça-feira, 15 de março de 2011

Medo, muito medo!

Cada vez que vejo as imagens sobre o sismo no Japão fico assim atordoada e por breves instantes penso: "Aquilo é mesmo a sério ou é uma cena do filme «O dia depois de amanhã»"? E depois vejo que é mesmo verdade, que aquele "mar" de mar entrou mesmo pela terra adentro, devastou cidades inteiras, auto-estradas, aeroportos, terrenos agrícolas e tudo o mais que apanhou pela frente. E depois penso para mim novamente: "Fogo, é que parece mesmo ficção"! Chama-se a isto "negação". O tsunami na Tailândia, o sismo no Haiti, as cheias no Brasil, todas estas catástrofes naturais me assustaram, mas esta é assim uma coisa que me deixa perplexa, principalmente por ver que por muito bem preparados que estejamos para uma situação daquelas, como os Japoneses parecem estar por ser já uma situação comum (a dos sismos, claro!), na verdade, não o estamos. Depois penso: e se um dia se repete o sismo e a catástrofe de 1755? Bem, se acontecer, estamos todos fodidos! É que se não formos apanhados por um tsunami, somos pelas más construções das nossas casas e, se tivermos a sorte de escapar a um tecto, não escapamos à falta de preparação e de recursos do nosso Sistema de Saúde.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Bad news

A primeira parte do meu desejo número 7 para 2011 (renovar o meu contrato de trabalho) ao que parece não se deve concretizar. Quanto muito ou sou mesmo substituída por alguém que não pesca nada do que se faz na minha função ou, na melhor das hipóteses, tenho que concorrer novamente ao meu posto de trabalho (LOL!). Portugal é do melhor, não haja dúvida!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Confúcio disse: ""Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida"

Ouvi esta frase e gostei. Gostei, porque goste do que faço. Claro que existem sempre aqueles dias em que não me apetece ir trabalhar, não por não querer ou não suportar voltar àquela rotina, mas porque a lanzeirice ou o cansaço fala mais alto. Gosto do que faço, sinto-me realizada profissionalmente, sinto que aprendo sempre algo mais a cada dia que passa, por muito pequena que seja essa nova aprendizagem. Claro que nem tudo é um mar de rosas, porque isso não existe, mas acho que é o mais perto da perfeição.

Muitas mudanças se avizinham a nível profissional e os zum-zuns não trazem bons prenúncios, o que me está a aterrorizar. As opções até agora são: 1. Continuar tudo na mesma e renovo o meu contrato; 2. Não ter o contrato renovado por a entidade não querer continuar com o projecto; 3. Não ter o contrato renovado não por a entidade não querer renovar o projecto, mas por preferir substituir-me (a mim e às minhas colegas) por pessoas que não sabem (nem querem saber) fazer o meu trabalho, mas que precisam completar os seus horários.

As probabilidades não estão do meu lado e, embora já tenha começado há algum tempo a sondar outras saídas, as coisas não estão fáceis e é impossível "não sofrer por antecipação" como nos dizem para fazer. Percebo que a intenção é a melhor, mas preferia que estivessem calados, porque dito de quem tem o posto assegurado de qualquer uma das formas não me vale de muito. Enfim, eu só queria muito continuar a trabalhar onde trabalho, porque trabalho há, e não é pouco. E eu ADORO trabalhar!

domingo, 21 de novembro de 2010

Se não é mau olhado então não sei!

No sábado de manhã as ferragens que suportam um dos módulos do móvel da sala partiram-se quando eu estava a baixar a porta. Não sei bem como, mas consegui segurá-lo no sítio, com a minha imensa força, impedindo-o de cair sobre o de baixo, enquanto me desviava das garrafas e dos copos que iam caindo. Eu devia parecer o Keanu Reeves no Matrix, não a desviar-se de balas, mas de garrafas de álcool. Lá o consegui endireitar, enquanto com um dos pés tentava enrolar a ponta da carpete para o Pisang Ambon que se espalhava pelo chão não chegar a ela. SURREAL! O M. tinha saído quando tudo aconteceu e durante uns 20minutos lá estive eu, sozinha, em bicos de pés a tentar segurar o módulo, a ver os meus braços a tremer do esforço, com os pés já ensopados em Pisang Ambon. 10minutos depois comecei a descontrolar-me, a chorar baba e ranho e a dizer em voz alta: "M. despacha-te, por favor! Não te demores que eu não consigo aguentar muito mais", como se ele me ouvisse. Era o meu pensamento positivo no seu mais alto nível. Fiquei com um enorme hematoma na coxa, que serviu de amortecedor às garrafas e aos copos que iam caindo. Era a coxa ou a cabeça, por isso optei pela primeira. O M. chegou, ajudou-me, acalmou-me e resolveu tudo. A loja responsabilizou-se pelos estragos e vai substituir o que se estragou! Apesar de tudo, podia ter sido muito pior. Um azar do caraças ou mau olhado? Não sei, mas começou-me a inclinar pela segunda opção...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Apertaram-me o coração!


Os meus pais, o meu irmão, a minha cunhada e a minha sobrinha de 4 meses vieram ontem do norte e apanharam o maior susto da vida deles. Eu só soube do que aconteceu horas depois, por SMS, e só de a ler fiquei com o coração apertado a pensar se o desfecho tivesse sido outro.
O meu irmão seguia atrás do meu pai na A23, a 130 km/h. O meu pai vai a ultrapassar pela faixa da esquerda quando de repente dá uma guinada e o meu irmão percebe de repente o porquê: conseguiu desviar-se de um carro que vinha em contramão e ele em segundos teve que fazer exactamente o mesmo, senão chocavam de frente. Felizmente o meu irmão mantivera uma distância de segurança do meu pai e felizmente ambos conseguiram-se desviar-se daquele(a) doido(a).
Graças a Deus que se conseguiram desviar!
Nem quero pensar que algum idiota me podia ter roubado a família quase toda! Não conseguiria viver sem eles... são TUDO para mim!