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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Wish me luck

Pronto, já está. Nestas questões o melhor mesmo é não pensar muito e avançar logo de uma vez. Já liguei e já está marcada a minha consulta de cirurgia refractiva. Não sei se serei ou não uma candidata à operação, mas quero saber o quanto antes, para saber se poderei finalmente deixar de usar lentes e óculos e ver como uma pessoa normal.
Aos 14 anos comecei a usar óculos porque tinha uma miopia hereditária e seria galopante até ao final da adolescência. Mas como sempre detestei usar óculos, assim que o meu pai os destruiu depois de lhes passar com o carro por cima pedi logo para começar a usar lentes. E assim foi. Desde os 16 que uso lentes de contacto e, claro, ao fim de uns 12 anos a usar lentes, a ver cada vez pior, a ter que ir para a praia e piscina de lentes e não poder abrir os olhos e a ter que voltar a usar óculos cada vez que tinha "contratempos oculares", o desejo de voltar a ver como via é gigantesco.
Ninguém que vê bem imagina como é frustrante não conseguir ver nitidamente quando se está sem lentes ou óculos. Na praia não conseguia perceber sequer se quem estava a meia dúzia de metros de mim me estava a fazer adeus ou a afogar-se e, na piscina, numa altura em que estive proibida de usar lentes durante 2 semanas, cheguei a confundir o professor de natação com o poste onde existia uma bóia de salvação (isto porque ele tinha uma t-shirt vermelha vestida nesse dia). Quero muito voltar a ver "autonomamente" e é já na próxima semana que saberei se existe ou não essa possibilidade. Wish me luck!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

E uma anestesia geral, não?!

As dores insuportáveis na minha coluna escoliótica (que já me acompanham há alguns anos, mas que nos últimos 2 têm piorado, graças às minhas, felizmente antigas, cadeiras de pau) e a minha necessidade de estalar os ossos levaram-me a tomar uma decisão muito importante: ir a um osteopata, “o especialista que consegue, através das mãos e sem cirurgia, recolocar as vértebras na sua posição anatómica”.
Sinto mesmo a necessidade de estalar todos os ossinhos da minha coluna, mas como não me consigo estalar, nem deixo que ninguém mo faça, tenho adiado, adiado, adiado esta consulta.
Aos 5 anos o meu irmão deslocou-me o cotovelo e só depois de muitas sessões de fisioterapia e de esticões é que ele foi ao lugar. Desde então, entro em pânico assim que alguém tenta brincar comigo a tentar esticar-me os braços ou estalar um dedinho da mão. Mas percebi que seria importante para a minha saúde e deixei o M. marcar-me uma consulta. O problema veio quando ele me disse que estava marcada para este sábado! Entrei num estado de ansiedade que tenho tentado dominar. Se nem deixo que o M. me tente alongar a coluna, como é que vou deixar que alguém me recoloque as vértebras no lugar??? Eu sei que me vai fazer bem e tenho os exemplos dos beneficios destes tratamentos no M., no meu pai e irmão. Mas eu acho que não consigo… assim que penso nisso até fico com suores frios e só consigo pensar: estalar? Como? Eu não vou conseguir descontrair! Será que não me podem dar uma anestesia geral e estalarem-me depois de eu estar inconsciente?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cadeiras de pau

Acho inacreditável que ao fim de 2 anos de trabalho continue a trabalhar em cadeiras de pau. Quando digo isto a alguém perguntam-me: de pau? Sim, de pau! Daquelas da escola: duras, com metade da madeira partida que faz abrir malhas nas meias de vidro no inverno, arranhar as pernas no verão e virar e entortar os pequenos metais que adornam os bolsos das calças de ganga em qualquer estação do ano. Aquelas cadeiras pequenas e nada ergonómicas para quem trabalhar todo o dia nelas. Pior que estragar a roupa e, consequentemente, as minhas cadeiras de cozinha e as da minha mãe e o sofá dela também ,é adormecer e acordar cheia de dores nas costas!
Estou p'ra ver se ao fim de 9 meses a prometerem uma cadeira como deve ser a tenho ou não, senão, lá terei que ser eu a comprar a minha própria cadeira do trabalho se não quiser ficar marreca antes dos 30!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Velho Hábito

Há uma década atrás escrevia no papel aquilo que via, sentia e vivia. Ajudava-me a perceber a mim própria e a resolver alguns conflitos interiores. Com o passar do tempo deixei-me disso... o tempo começou a ser cada vez menos e não há tempo para essas coisas! Não é que agora tenha mais tempo, pelo contrário, mas começo a ter cada vez mais a necessidade de voltar a exteriorizar alguns pensamentos e desvaneios... já que tenho o defeito de não os verbalizar!
Ver escrito aquilo que me passa pela cabeça, aquilo que me apetece dizer e não digo ajuda-me a aliviar a pressão e a ficar menos mal comigo própria... Posso não dizer o que quero quando quero/devo... mas assim sempre acabo por dizer!
Por isso a criação deste Blog... é o retomar de um velho hábito!