Coisas que deveria dizer e não digo. Desabafos. Desvaneios. Desejos. Indignações. Frustrações. Recordações. Decisões. Enfim... Monólogos na almofada!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Desapontamento
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Futebol Vs Função Pública
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Um dia quando crescer quero ser assim...
- Mas tu tens razão para dizeres isso? - pergunta-me ele.
- Claro que tenho, eles não cumpriram com o que tinham que fazer, com aquilo que faz parte das funções deles.
- Então que se foda, pah! Estás lá para trabalhar, assim como eles. Por isso se estás a fazer tudo como deve ser, a dar o teu melhor e a tentares que os outros o façam também, diz as coisas e não te preocupes se gostam de ti ou não. Estás lá para trabalhar, não estás lá agradar os outros.
Um dia quando crescer, quero ser assim como o meu M. Gostava tanto de conseguir ter a frontalidade dele…
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
another amazing version
Adoro a música "Rolling in the deep" da Adele desde a primeira vez que a ouvi, na rádio. Adorava e adoro. Continuo a conseguir ouvi-la várias vezes por dia sem me cansar. Um dia, sem que nada o previsse, ouvi pela primeira vez esta versão dos Linkin Park na VH1. Adorei. Amei. Amo ambas as versões, porque cada uma consegue transmitir-me as duas fases que atravessamos com o fim de uma relação. A versão da Adele recorda-me a raiva, a revolta, a vontade de gritar com toda a gente e de partir tudo. Esta, com outra voz espectacular só ao som do piano, transmite-me aquela dor gigantesca e esmagadora, que nos aperta tanto o coração que temos a sensação de não conseguir sequer respirar. Tenho pena que esta não passe tantas vezes nas rádios como a outra.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
the shame of unemployment...
Nos últimos meses trabalhei com muitas pessoas que estavam desempregadas. Vi homens com 45, 55 anos a chorar por estarem desempregados depois de mais de 30 anos de trabalho. Por quererem trabalhar e não os aceitarem porque “são velhos de mais para a função”. Por sentirem vergonha da sua situação e por se sentirem inúteis à sociedade. Eu dizia “compreendo” com uma enorme emoção e compaixão a apertar o peito e a querer saltar pelos olhos, mas ninguém entende verdadeiramente ninguém até estar do lado de lá.
12 dias deram-me para estar do lado de lá, para pensar e perceber aqueles sentimentos que me eram expressados. Porque apesar de ter ficado desempregada muito pouco tempo e já praticamente com trabalho garantido, aquele sentimento de vergonha de estar sem fazer nada está sempre lá.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Eis o meu estado de conservação...
Estou cada vez mais perto dos trinta e volta e meia ainda me dão 16 ou 18 anos quando olham para mim. Há 10 anos atrás isto seria um insulto, hoje, considero-o um elogio.
domingo, 31 de julho de 2011
127 horas

segunda-feira, 11 de julho de 2011
O desejo da imortalidade
domingo, 26 de junho de 2011
Ending holidays - Parte I
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Estratégias
sexta-feira, 1 de abril de 2011
avaliação, para que te quero!
Durante 18 anos de escola, tive excelentes professores, professores muito bons, bons, assim-assim, e outros que nunca percebi porque tinham a designação de “professor”. Por isso, sempre fui acérrima defensora da avaliação, porque mesmo que injusta e imperfeita (porque não há modelos de avaliação perfeitos), antes uma imperfeita que a ausência dela.
Hoje ouvi no canal AR TV, na Comissão de Educação e Ciência, um Seminário sobre a avaliação do desempenho docente. Durante 40 minutos procurei ouvir vários pontos de vista. Das 10 intervenções que ouvi, 9 deixaram-me com medo de, no futuro, ter filhos meus na escola: a avaliação só deve ser utilizada para a progressão na carreira dos professores??? [então e a melhoria do ensino em Portugal, que se lixe?]; dentro da avaliação das escolas, os professores devem ser avaliados, mas nunca classificados [mas há avaliação sem classificação, seja ela quantitativa ou qualitativa?]; “se a avaliação foi suspensa, porque é que a minha escola, e outras, continuam a manter o modelo em funcionamento?” [esta senhora professora, deve-se ter esquecido que as leis só entram em vigor depois de publicadas em Diário da República! É só cultura geral!]; os professores em vez de trabalharem uns com uns outros, trabalham uns contra os outros [realmente, muitos membros desta classe são incapazes de trabalhar em equipa].
Apenas uma única professora, Inês Castro, – a única que ouvi até hoje – defendeu manter a avaliação e considerou a decisão da assembleia da república em suspender o modelo de avaliação uma decisão que “não lembra ao diabo”. Todos os outros "oradores" congratularam a decisão, só ela a considerou absurda, não só porque se está a 4 meses do final do ano lectivo, mas também porque considerou que a mesma “não prestigia o ensino”. Não prestigia porque a fizeram alegando ser “o problema central dos professores”, quando os problemas centrais são os cortes salariais, a não mudança de escalão, as condições de trabalho, a precariedade para os professores contratados ou a formação insuficiente para as necessidades do dia-a-dia. (se bem que, a minha opinião, este último problema não pode ser resolvido enquanto se continuar a querer acumular horas de formação em muita coisa e em coisa nenhuma, não para se melhorar o desempenho profissional, mas para se progredir na carreira).
No dia-a-dia, estas são também as preocupações de que os oiço falar. Mas então porque é que nas mega-manifestações só os oiço falar da burocracia da avaliação?
Tenho pena, muita pena mesmo que, no final do magnífico, sincero e desprendido de interesses pessoais, discurso daquela professora, só se tenha ouvido meia dúzia de pessoas a bater palmas. Serão os únicos, no meio de toda aquela gente, genuinamente interessada e preocupada com o estado do ensino em Portugal?
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A clareza dos pedidos de esclarecimento
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Black Swan

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Morrer por dentro
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A guerra não se conta
(In)Felizmente, foi para lá já nos últimos anos e, pelo que conta, o pior já tinha passado. Ainda assim, recorda e partilha, com as palavras e com o olhar, muitas coisas que viveu, com emoção e por vezes com uma certa dor…. “uma dor que cá fica” como diz um ex-combatente no final da reportagem. A dor do que viveram e do esquecimento a que os ex-combatentes foram votados. Como o meu pai uma vez disse “os felizmente poucos problemas físicos que tive, já estão debelados, mas os traumas psicológicos...esses apenas morrerão comigo!”
A guerra é uma dor para quem a viveu, mas também para quem vive com quem viveu a Guerra. A dor de não lhes poder tirar essa dor da alma.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Estou c'a neura!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Confúcio disse: ""Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida"
Muitas mudanças se avizinham a nível profissional e os zum-zuns não trazem bons prenúncios, o que me está a aterrorizar. As opções até agora são: 1. Continuar tudo na mesma e renovo o meu contrato; 2. Não ter o contrato renovado por a entidade não querer continuar com o projecto; 3. Não ter o contrato renovado não por a entidade não querer renovar o projecto, mas por preferir substituir-me (a mim e às minhas colegas) por pessoas que não sabem (nem querem saber) fazer o meu trabalho, mas que precisam completar os seus horários.
As probabilidades não estão do meu lado e, embora já tenha começado há algum tempo a sondar outras saídas, as coisas não estão fáceis e é impossível "não sofrer por antecipação" como nos dizem para fazer. Percebo que a intenção é a melhor, mas preferia que estivessem calados, porque dito de quem tem o posto assegurado de qualquer uma das formas não me vale de muito. Enfim, eu só queria muito continuar a trabalhar onde trabalho, porque trabalho há, e não é pouco. E eu ADORO trabalhar!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
4.800€? Fosga-se!!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Ele veta a lei, eu veto-o a ele!
Ainda bem que o senhor não coloca as suas convicções pessoais acima da responsabilidade que tem, porque nignuém lhe perguntou se era a favor ou contra. Afirmou ainda que alguns países permitem a união de pessoas do mesmo sexo, mas sem a designação "casamento". Ora se o casamento é um "contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais" (atenção, no dicionário está duas pessoas e não duas pessoas do sexo oposto) porque é que não se pode chamar casamento?
I don't get it!!!