sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Para 2012 quero...

Há precisamente um ano atrás, fazia os desejos para 2011. Desejava um ano com muita saúde, sorte e alegria para mim e para todos aqueles que mais amo, muitas viagens e trabalho. Fazendo agora um balanço, metade ficou por concretizar, mas o mais importante esteve sempre lá: saúde, amor, alegria, família, amigos e trabalho. Apesar da ansiedade, das incertezas, dos avanços e recuos e de 14 dias de desemprego, lá consegui manter o meu trabalho. 2012 espera-se um novo ano de muitas incertezas, de mais avanços e recuos em termos profissionais, mas recuso-me a passar mais meia dúzia de meses a sofrer por antecipação.
Por isso, só quero que 2012 me proporcione:
1. Saúde para mim e para todos os que amo;
2. Muita alegria, esperança e boa disposição;
3. Força e determinação para superar todos os obstáculos que me possam surgir;
4. Abertura de novas portas e janelas em termos profissionais;
5. Ser mãe.

Que venha 2012!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cancro da Mama


Até eles ajudam na divulgação e prevenção. E divulgam tão bem...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

retards

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

another amazing version





Adoro a música "Rolling in the deep" da Adele desde a primeira vez que a ouvi, na rádio. Adorava e adoro. Continuo a conseguir ouvi-la várias vezes por dia sem me cansar. Um dia, sem que nada o previsse, ouvi pela primeira vez esta versão dos Linkin Park na VH1. Adorei. Amei. Amo ambas as versões, porque cada uma consegue transmitir-me as duas fases que atravessamos com o fim de uma relação. A versão da Adele recorda-me a raiva, a revolta, a vontade de gritar com toda a gente e de partir tudo. Esta, com outra voz espectacular só ao som do piano, transmite-me aquela dor gigantesca e esmagadora, que nos aperta tanto o coração que temos a sensação de não conseguir sequer respirar. Tenho pena que esta não passe tantas vezes nas rádios como a outra.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Wish me luck

Pronto, já está. Nestas questões o melhor mesmo é não pensar muito e avançar logo de uma vez. Já liguei e já está marcada a minha consulta de cirurgia refractiva. Não sei se serei ou não uma candidata à operação, mas quero saber o quanto antes, para saber se poderei finalmente deixar de usar lentes e óculos e ver como uma pessoa normal.
Aos 14 anos comecei a usar óculos porque tinha uma miopia hereditária e seria galopante até ao final da adolescência. Mas como sempre detestei usar óculos, assim que o meu pai os destruiu depois de lhes passar com o carro por cima pedi logo para começar a usar lentes. E assim foi. Desde os 16 que uso lentes de contacto e, claro, ao fim de uns 12 anos a usar lentes, a ver cada vez pior, a ter que ir para a praia e piscina de lentes e não poder abrir os olhos e a ter que voltar a usar óculos cada vez que tinha "contratempos oculares", o desejo de voltar a ver como via é gigantesco.
Ninguém que vê bem imagina como é frustrante não conseguir ver nitidamente quando se está sem lentes ou óculos. Na praia não conseguia perceber sequer se quem estava a meia dúzia de metros de mim me estava a fazer adeus ou a afogar-se e, na piscina, numa altura em que estive proibida de usar lentes durante 2 semanas, cheguei a confundir o professor de natação com o poste onde existia uma bóia de salvação (isto porque ele tinha uma t-shirt vermelha vestida nesse dia). Quero muito voltar a ver "autonomamente" e é já na próxima semana que saberei se existe ou não essa possibilidade. Wish me luck!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

erro de casting

Quem é o calcário desta máquina de lavar????? A sério Granger?? Não te escorre nada mais inteligente dessa cabeça? Ouve, tu és uma autentica nódoa a apresentar um dos poucos programas de entretenimento com conteúdo que passam nos quatro canais portuguesas no momento. Ninguém te quer dizer "tu és o elo mais fraco... adeus!"? Não??? Ninguém??

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

erro de criação

Deus pôs à face da terra gente tão estúpida e burra... valha-me nossa senhora!!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

the shame of unemployment...

12 dias. Foi esta a duração da minha situação de desemprego. Foi curto, felizmente, porque tive a sorte de ficar desempregada entre o fim de um contrato e o início de um outro, para o qual tinha gigantescas probabilidades de ser seleccionada.
Nos últimos meses trabalhei com muitas pessoas que estavam desempregadas. Vi homens com 45, 55 anos a chorar por estarem desempregados depois de mais de 30 anos de trabalho. Por quererem trabalhar e não os aceitarem porque “são velhos de mais para a função”. Por sentirem vergonha da sua situação e por se sentirem inúteis à sociedade. Eu dizia “compreendo” com uma enorme emoção e compaixão a apertar o peito e a querer saltar pelos olhos, mas ninguém entende verdadeiramente ninguém até estar do lado de lá.
12 dias deram-me para estar do lado de lá, para pensar e perceber aqueles sentimentos que me eram expressados. Porque apesar de ter ficado desempregada muito pouco tempo e já praticamente com trabalho garantido, aquele sentimento de vergonha de estar sem fazer nada está sempre lá.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Para estimular a esperança no futuro...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Eis o meu estado de conservação...

Estou cada vez mais perto dos trinta e volta e meia ainda me dão 16 ou 18 anos quando olham para mim. Há 10 anos atrás isto seria um insulto, hoje, considero-o um elogio.

domingo, 31 de julho de 2011

127 horas


Acabei de ver o filme 127 horas. Adorei. Em certos momentos acho que o meu próprio organismo injectava em si doses de adrenalina. Foi emocionante, pesado e houve momentos tão difíceis de digerir, que por vezes para evitar que as gomas que tinha acabado de comer subissem e visitassem o meu sofá, tinha que desviar o olhar do ecrã. O James Franco faz uma interpretação magnifica, mas o filme e a história de vida que está por trás é absolutamente fascinante. Ao ver o filme só me conseguia lembrar que estava a assistir a algo que aconteceu na vida real e fiquei fascinada e a admirar o verdadeiro Aron Ralston. Eu digo que amo a vida, mas seria incapaz de fazer o que ele fez. Se fosse comigo, assim que ficasse presa acho que chorava baba e ranho até desfalecer e morrer logo ali. Aquilo sim é autocontole. Aquilo sim é uma vontade gigantesca de viver .

terça-feira, 26 de julho de 2011

quando pá...

... quando é que este trabalho secante que tenho MESMO que fazer acaba??

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O desejo da imortalidade

Hoje soube que a mãe de uma amiga de infância morreu, assim, de repente, porque o coração ao fim de pouco mais de 60 anos se cansou de bater. Desde miúda que lido muito mal com funerais. Os únicos a que fui, foi ao dos meus avós e ao da avó do M. e até hoje não esqueço o som da terra a cair em cima do caixão. São recordações que procuro esquecer a todo o custo e que me fazem ter ainda mais aversão a estas situações. Logo, vou lá estar ao pé dela, a dar força, mas acho que em silêncio, porque para além de não saber nunca o que dizer, acho que nestas alturas nenhuma palavra pode minimizar esta dor. Uma amiga dizia-me "eu só de pensar que podia ser comigo dá-me logo vontade de chorar". Eu, nem consigo conceber tal ideia, porque eu acho que os meus pais são eternos, imortais e vão estar sempre comigo. Acho que nunca irei passar por isso... mas quando me lembro que as coisas não acontecem só aos outros, acho que apesar de me considerar uma pessoa forte, não conseguirei sobreviver à dor, se um dia os perder.

domingo, 10 de julho de 2011

se nós adoramos, como podem eles não gostar?

A sexta despedida de solteira teve direito a um workshop de dança na cadeira. Uma professora, seis alunas, uma cadeira para cada uma, música sensual e muito boa disposição. A coreografia envolvia, entre outras coisas: andar sensual, pôr a perna na cadeira, abanar a anca, palmadinhas no rabo, pernas para o ar, abre pernas, fecha pernas (qual Sharon Stone, qual quê!), roda a cabeça, mexe no cabelo, abraça-te a ti própria, agora vira a cabeça para o outro lado, agacha uma, agacha duas, arrasta cadeira... tanta coisa que chegávamos ao fim e quase que já nem nos lembrávamos do início. Foi uma hora de trabalho, de aprendizagens, treino, risos, cadeiras pelo ar, cabeçadas... uma animação.
Também adorei o workshop da dança no varão mas este, embora igualmente difícil, é mais fácil de fazer em casa! Mas aquela porra cansa... é preciso concentração, rapidez e força nos braços. No entanto, é bom para conhecermos o nosso corpo, para aprendermos a ser um pouco mais sensuais e para nos desinibirmos também um pouco. Foi super engraçado e toda a gente adorou. E repito o que disse na do varão: se nós adoramos, como podem eles não gostar?


sexta-feira, 8 de julho de 2011

car crash

Ontem bateram-me no carro e partiram-me o pára-choques. Para minha grande sorte, o culpado foi um agente da GNR que ia à civil, num carro do Estado que nem seguro tinha e quis tratar de tudo "off de record", porque teria que ser ele a pagar do bolso dele o estrago (grande Estado, sempre a dar o exemplo!). Devia ter chamado a GNR eu sei (já me esbofeteei várias vezes por não o ter feito, mas os nervos às vezes dão-nos para a estupidez e o senhor também não me ajudou a manter o discernimento). Lá fui na "cantiga" do senhor e nem GNR, nem declaração amigável. Fiquei com a matrícula do carro, nome completo, BI, números de telemóvel gravados no meu depois de uma chamada (sim, porque posso ser parva, mas também não sou assim tanto!) e prontos. Agora é rezar para que a "palavra de honra" ainda exista nos dias de hoje e ele não me dê muitas dores de cabeça a resolver a situação.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Despedida de solteira

Trocar conchinhas na praia e falar de sentimentos numa despedida de solteira não é, definitivamente, coisa para mim. Despedida de solteira que é despedida de solteira, tem que ser mais para o hard core mas, claro, sempre à imagem e semelhança da noiva. Já organizei cinco, vou agora na sexta e nenhuma me deu tanto trabalho como esta. Para além de alguns "bitates" que me tiraram do sério, ao fim de cinco despedidas também já me começam a faltar ideias para o jogo da consequência. Já fiz uma com striptease masculino na praia, outra com um workshop de dança de varão e esta que também vai trazer-nos muitas aprendizagens úteis para a vida de casada!! Entre muitas outras aprendizagens, descobri que tenho uma mente um bocadinho perversa... mas é por um bom motivo!


domingo, 3 de julho de 2011

Competências linguísticas

Acho que tenho andado a menosprezar seriamente as minhas competências linguísticas. Acho sempre que não me safo lá muito bem com o Inglês, mas ao ver as algumas séries e filmes começo a achar que sou uma "pro" em técnicas de tradução de inglês.

sábado, 2 de julho de 2011

Cada qual tem aquilo que merece...

E ao fim da primeira semana de trabalho depois de umas merecidas férias eis que ganho uma valente dor de garganta, acompanhada de dores de ouvidos, peito, alguma dificuldade em respirar, tosse e uma voz tão roca que poderia ser a próxima vocalista dos Santos & Pecadores. Viva as condições ambientais do meu local de trabalho!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Regressar ao trabalho

Isto de estar de férias e começar a trabalhar logo muitas horas de seguida não dá com nada... já estou toda desconjuntada! É só dores no fundo das costas e dores de cabeça... quando estava deitada na praia e na piscina isto não acontecia!!!

domingo, 26 de junho de 2011

Ending holidays - Parte I

A minha semana de férias está a poucas horas de terminar. Andava cansada, desmotivada, ansiosa, preocupada, precisava urgentemente de sair daqui durante uns dias para espairecer e me recompor. Queria viajar para longe, como se uns milhares de quilómetros conseguissem minimizar melhor as preocupações do que apenas algumas centenas. Não fui para longe, porque sou demasiado prudente e racional, mas fui para perto e também soube muito bem. Soube ainda melhor quando a poucos dias de entrar de férias surge uma luz ao fundo do túnel. Nada como uns dias de sol e mar no Algarve para repor as energias. Não é Antalya ou Punta Cana ou o meu querido México, mas serviu para animar, descansar, passear e trabalhar a "barriguinha d'ouro". A paz de espírito ainda não reina, mas espero que faltem poucas semanas para ela regressar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Limbo

Não saber o que me vai acontecer daqui a 3 meses e trabalhar que nem uma moura e depois ainda levar com gente estúpida e burra não é nada fácil! Esta situação está a dar cabe de mim.

terça-feira, 31 de maio de 2011

A year ago...

Há precisamente um ano atrás, estava a acordar com esta vista. Que saudades...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Red Riding Hood

Muito bom. Gostei muito.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Pega-monstros!




Se a esta hora do dia já está um calor descomunal, imagino à tarde! Esta sala vai-se transfornar numa sauna e eu num pega-monstro. Se me empurrarem contra alguma coisa de certezinha que fico lá colada!!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tristeza...

Sempre tive o defeito (ou qualidade, não sei!) de não querer partilhar o meu sofrimento com os outros, principalmente quando sei que os outros também sofrem. Hoje tive a triste notícia de saber que uma casa que me viu nascer e crescer vai fechar e que muitos dos que andaram comigo ao colo vão ficar desamparados. E isso faz-me sofrer porque, de entre outros motivos, faz sofrer duas das pessoas que mais amo no mundo. Sei que a notícia os deixou destroçados por verem morrer o projecto de uma vida e isso destroça-me a mim também. Porque sei que sofrem e nada poderei fazer para minimizar aquela dor. Parece que parte de um dos meus desejos para 2011 não se vai concretizar.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Estratégias

Já comi um magnum double caramelo para me ajudar a levar este dia para a frente... mas não está a resultar. Se calhar, tenho que ir comprar umas gomas para me ajudarem.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Quem não sabe... não fala

Este Sr. irritou-me com os seus comentários e revelou, uma vez mais, que anda a apanhar bonés. Quer uma auditoria externa? E se lhe disser que já houve uma avaliação externa realizada pela Universidade Católica Portuguesa e acompanhada por um painel de peritos externos independentes, nacionais e internacionais, cujos resultados enaltecem a Iniciativa?

Estes resultados enaltecem-na não por andar a "credenciar a ignorância" ou a distribuir certificados, mas por ter contribuido para o aumento da literacia, das competências de leitura, da utilização do computador e da Internet, do reforço da motivação e da auto-estima, da melhoria generalizada das competências pessoais e sociais, cívicas e culturais e da aprendizagem ao longo da vida.

Para a próxima, faça bem o T.P.C.!

Quero-os nos meus pezinhos!



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Por falar em Humanidade...

Confúcio disse:

"Ter suficiente domínio sobre si mesmo para julgar os outros em comparação consigo e agir em relação a eles como nós quereríamos que eles agissem para connosco é o que se pode chamar a doutrina da humanidade; nada há mais para além disso.

Se não se tem um coração misericordioso e compassivo, não se é um homem;
se não se têm os sentimentos da vergonha e da aversão, não se é um homem;
se não se têm os sentimentos da abnegação e da cortesia, não se é um homem;
se não se tem o sentimento da verdade e do falso ou do justo e do injusto, não se é um homem.

Um coração misericordioso e compassivo é o princípio da humanidade;
o sentimento da vergonha e da aversão é o princípio da equidade e da justiça;
o sentimento da abnegação e da cortesia é o princípio do convívio social;
o sentimento do verdadeiro e do falso ou do justo e injusto é o princípio da sabedoria.

Os homens têm estes quatro princípios, do mesmo modo que têm quatro membros."

In 'A Sabedoria de Confúcio'

Macabro, é certo... mas bom para reflectir

Recebi por e-mail esta história que, segundo dizia, era uma notícia do New York Times...

"Os Gerentes de uma Editora estão a tentar descobrir porque é que ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua mesa há CINCO DIAS.
George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como Revisor de Texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários. Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana.
O seu chefe, Elliot Wachiaski, disse: 'O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente e ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição e não dissesse nada. Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho.' A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco."

Como é que é possível ninguém estranhar uma pessoa passar 5 dias exactamente na mesma posição, sem ter um único movimento durante horas e sempre com a mesma roupa?

É a Humanidade de hoje... sem pingo de humanismo!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Espírito de sacríficio

... isto hoje está a ser muito duro de aguentar, ai está, está!

Hoje estamos assim...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Frustrar pela manhã

Eu até nem sou gaja de acordar de mau humor, excepto quando, como hoje, acordo convencidissima de que é sábado e a seguir me dizem "Não amor, é sexta-feira, tens que ir trabalhar".

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bad day

Hoje conseguiram-me estragar o dia. Eu gostava, gostava mesmo muito, de conseguir ficar indiferente às situações desagradáveis e estúpidas a que vou assistindo. De ouvir, abanar a cabeça em sinal de reprovação e cagar de alto na cena. Mas não. Não consigo. Bem tento respirar fundo e deixar passar, mas não consigo. Ainda não consegui desenvolver, como o meu M. diz, "imunidade à merda circundante".

terça-feira, 3 de maio de 2011

annoying...

"O maior chato é o chato perguntativo. Prefiro o chato discursivo ou narrativo, que se pode ouvir enquanto se pensa noutra coisa"
Mário Quintana

Às vezes, fazer o que faço não é nada fácil e tenho que fazer um grande esforço para fechar cá dentro o meu ar de aborrecimento e irritação.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Rolling In The Deep

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A caganeirice dos títulos académicos

Sempre que as pessoas com quem e para quem trabalho me perguntam como me hão-de tratar, digo sempre para me tratarem pelo primeiro nome, porque esse foi o nome que me deram ao nascer. Isso deve fazer comichão a tanta gente que agora querem-me obrigar a pedir que me tratem por Dr.ª, por uma questão de respeito. Nunca ninguém me faltou ao respeito ou foi incorrecto comigo por me tratar pelo meu primeiro nome, será que ao me chamarem Dr.ª ou Mestre me vão respeitar mais? É que eu respeito toda a gente da mesma maneira, tenha ela a 4ª classe ou um doutoramento, mas isso se calhar sou eu!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

avaliação, para que te quero!

Durante 18 anos de escola, tive excelentes professores, professores muito bons, bons, assim-assim, e outros que nunca percebi porque tinham a designação de “professor”. Por isso, sempre fui acérrima defensora da avaliação, porque mesmo que injusta e imperfeita (porque não há modelos de avaliação perfeitos), antes uma imperfeita que a ausência dela.


Hoje ouvi no canal AR TV, na Comissão de Educação e Ciência, um Seminário sobre a avaliação do desempenho docente. Durante 40 minutos procurei ouvir vários pontos de vista. Das 10 intervenções que ouvi, 9 deixaram-me com medo de, no futuro, ter filhos meus na escola: a avaliação só deve ser utilizada para a progressão na carreira dos professores??? [então e a melhoria do ensino em Portugal, que se lixe?]; dentro da avaliação das escolas, os professores devem ser avaliados, mas nunca classificados [mas há avaliação sem classificação, seja ela quantitativa ou qualitativa?]; “se a avaliação foi suspensa, porque é que a minha escola, e outras, continuam a manter o modelo em funcionamento?” [esta senhora professora, deve-se ter esquecido que as leis só entram em vigor depois de publicadas em Diário da República! É só cultura geral!]; os professores em vez de trabalharem uns com uns outros, trabalham uns contra os outros [realmente, muitos membros desta classe são incapazes de trabalhar em equipa].


Apenas uma única professora, Inês Castro, – a única que ouvi até hoje – defendeu manter a avaliação e considerou a decisão da assembleia da república em suspender o modelo de avaliação uma decisão que “não lembra ao diabo”. Todos os outros "oradores" congratularam a decisão, só ela a considerou absurda, não só porque se está a 4 meses do final do ano lectivo, mas também porque considerou que a mesma “não prestigia o ensino”. Não prestigia porque a fizeram alegando ser “o problema central dos professores”, quando os problemas centrais são os cortes salariais, a não mudança de escalão, as condições de trabalho, a precariedade para os professores contratados ou a formação insuficiente para as necessidades do dia-a-dia. (se bem que, a minha opinião, este último problema não pode ser resolvido enquanto se continuar a querer acumular horas de formação em muita coisa e em coisa nenhuma, não para se melhorar o desempenho profissional, mas para se progredir na carreira).


No dia-a-dia, estas são também as preocupações de que os oiço falar. Mas então porque é que nas mega-manifestações só os oiço falar da burocracia da avaliação?


Tenho pena, muita pena mesmo que, no final do magnífico, sincero e desprendido de interesses pessoais, discurso daquela professora, só se tenha ouvido meia dúzia de pessoas a bater palmas. Serão os únicos, no meio de toda aquela gente, genuinamente interessada e preocupada com o estado do ensino em Portugal?

sexta-feira, 25 de março de 2011

Falou bonito!!!



Só votei no Bloco de Esquerda uma única vez e foi para eleger este Senhor para o assento parlamentar europeu. Depois de o ouvir nesta intervenção, fiquei muito feliz com o meu voto.

terça-feira, 22 de março de 2011

I'm in love

By LANIDOR

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sadness

Eu e a minha mania de ser compreensiva, paciente e condescendente em vez de mandar tudo à merda e dizer o que sinto! Às vezes, fico com vontade de me esbofetear!

domingo, 20 de março de 2011

FDS da treta!

Há meses que ansiava por um céu limpo, um sol radioso, um dia quentinho, um dia de primavera. Um dia lindo para passear, descontrair, conviver e arejar. Esses dias chegaram este fim-de-semana. Eu, passei 60% do tempo em limpezas e os restantes 40% a ressacar do cansaço, da desilusão e do aborrecimento. Com o humor com que estou, espera-me uma semana e tanto!

terça-feira, 15 de março de 2011

Medo, muito medo!

Cada vez que vejo as imagens sobre o sismo no Japão fico assim atordoada e por breves instantes penso: "Aquilo é mesmo a sério ou é uma cena do filme «O dia depois de amanhã»"? E depois vejo que é mesmo verdade, que aquele "mar" de mar entrou mesmo pela terra adentro, devastou cidades inteiras, auto-estradas, aeroportos, terrenos agrícolas e tudo o mais que apanhou pela frente. E depois penso para mim novamente: "Fogo, é que parece mesmo ficção"! Chama-se a isto "negação". O tsunami na Tailândia, o sismo no Haiti, as cheias no Brasil, todas estas catástrofes naturais me assustaram, mas esta é assim uma coisa que me deixa perplexa, principalmente por ver que por muito bem preparados que estejamos para uma situação daquelas, como os Japoneses parecem estar por ser já uma situação comum (a dos sismos, claro!), na verdade, não o estamos. Depois penso: e se um dia se repete o sismo e a catástrofe de 1755? Bem, se acontecer, estamos todos fodidos! É que se não formos apanhados por um tsunami, somos pelas más construções das nossas casas e, se tivermos a sorte de escapar a um tecto, não escapamos à falta de preparação e de recursos do nosso Sistema de Saúde.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A clareza dos pedidos de esclarecimento

Toda esta instabilidade na minha vida profissional e o não saber o que o futuro me reserva deixa-me apreensiva, reflexiva, nervosa e insegura. Nunca fui, nem sou, de me conformar, de cruzar os braços, mas sei que quando ando para a frente ando sempre a medo, como se o chão que vou pisar estivesse repleto de minas. Às vezes penso que por um lado é bom, porque me torna cautelosa mas, por outro, receio que essa cautela se confunda com insegurança.
Como me faz confusão ninguém me saber dar uma informação concreta, decidi fazer um pedido de esclarecimentos à entidade responsável pelo projecto em que estou envolvida. Depois de semana e meia de ansiedade, lá chegou a resposta: "temos estado a envidar esforços junto da tutela, no sentido de se assegurar a possibilidade de renovação das vagas abertas, permitindo, a (re)afectação destes elementos às equipas" [eis o ânimo a crescer em mim] mas, estes processos de reafectação, no caso de entidades como a minha, será da responsabilidade da própria.
Por outras palavras, embora estejam a sensibilizar a entidade para nos renovarem os contratos, eles é que decidem se nós ficamos ou se ficam os que não sabem fazer o meu trabalho.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Black Swan



Na sexta-feira à noite fui ver o filme Black Swan e ADOREI. É incrível como a necessidade de atingirmos a perfeição e a pressão exterior para a alcançarmos nos pode levar à loucura. A determinada altura eu própria já não sabia o que era a realidade e o que era a loucura da personagem. Ainda não vi todos os filmes nomeados para os óscares, mas pelo que vi a Natalie Portman merece efectivamente um óscar para melhor atriz por este filme. A interpretação é brilhante e o filme, em si, para mim, magnífico.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Morrer por dentro

Criticamos as pessoas por serem duras, frias, secas e individualistas e achamos que estão sempre com cara de que todos-lhes-devem-e-ninguém-lhes-paga, mas a maior parte das vezes nem pensamos que foi a vida que as fez agir assim. Quando descobrimos que na origem dessa forma de estar na vida vem de um passado duro, não conseguimos nem sequer imaginar o peso do sofrimento que carregam. Nunca pensei conviver com uma pessoa assim de perto, mas convivi. E isso acho que me está a fazer mudar. A tornar mais tolerante, consciente e cuidadosa, porque um erro, um azar da vida, pode-nos arruinar a vida e matar por dentro.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A guerra não se conta

Hoje estive a ver a Grande Reportagem da SIC, sobre a Guerra Colonial. Sei que existiu não só por a ter dado na escola, mas por o meu pai ter sobrevivido a ela. Cresci a ouvi-lo muitas vezes falar da Guerra. Uma Guerra para onde foi obrigado e contrariado, por não a entender nem com ela concordar. Mas teve que ir, que antes do 25 de Abril não havia voto na matéria, fosse ela qual fosse. Ouvi-o e oiço-o muitas vezes falar das coisas boas, das peripécias, da camaradagem, de como ocupavam os dias lá no fim do mundo mas, por vezes, também das missões e emboscadas, das quais não fala em pormenor, talvez porque, como disseram na reportagem “a guerra não se conta”.

(In)Felizmente, foi para lá já nos últimos anos e, pelo que conta, o pior já tinha passado. Ainda assim, recorda e partilha, com as palavras e com o olhar, muitas coisas que viveu, com emoção e por vezes com uma certa dor…. “uma dor que cá fica” como diz um ex-combatente no final da reportagem. A dor do que viveram e do esquecimento a que os ex-combatentes foram votados. Como o meu pai uma vez disse “os felizmente poucos problemas físicos que tive, já estão debelados, mas os traumas psicológicos...esses apenas morrerão comigo!”

A guerra é uma dor para quem a viveu, mas também para quem vive com quem viveu a Guerra. A dor de não lhes poder tirar essa dor da alma.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Frase do dia

ELA: Deus só nos dá aquilo que nós conseguimos carregar. - diz a minha colega de trabalho num momento de descontração.
EU: Realmente, concordo plenamente contigo colega. Nós, por cá, temos que carregar com montes de gente estúpida... e buuurrrrraaaaaaa!!!!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

...

I'm sad...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Bad news

A primeira parte do meu desejo número 7 para 2011 (renovar o meu contrato de trabalho) ao que parece não se deve concretizar. Quanto muito ou sou mesmo substituída por alguém que não pesca nada do que se faz na minha função ou, na melhor das hipóteses, tenho que concorrer novamente ao meu posto de trabalho (LOL!). Portugal é do melhor, não haja dúvida!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Eleições

ELE: Olhe, eu vinha votar, mas perdi o meu cartão de eleitor. Como é que eu faço para votar?
EU: Tem o seu bilhete de identidade consigo ou o cartão de cidadão?
ELE: Tenho.
EU: E sabe o seu número de eleitor de cor? É que se souber, não há problema nenhum. Desde que tenha o seu BI consigo e souber o número pode votar na mesma.
ELE: Ahhh pois... mas não o sei de cor. E agora?
EU: Pois olhe, assim terá que ir à Junta de Freguesia, que lá, através dos seus dados, conseguem consultar a informação e dar-lhe o seu número.
ELE: Isso é que era bom, agora ter que ir à Junta, era só o que me faltava. Eu perdi o cartão. Perdi, perdi, paciência. E agora querem o quê? Se não conseguem ver aqui então já não voto!

Perdem o BI, o cartão de contribuinte ou o de saúde e tratam de tudo. Perdem o cartão de eleitor e não tratam de nada. É o nosso Portugal!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Estou c'a neura!

Cada vez que penso no que tenho que fazer no fim-de-semana que aí vem e no que teria também para fazer e não farei porque não vou ter tempo, começo a descompensar! Viver na casa dos pais era tão bom... não tinha que me preocupar com nada disto!!!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Confúcio disse: ""Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida"

Ouvi esta frase e gostei. Gostei, porque goste do que faço. Claro que existem sempre aqueles dias em que não me apetece ir trabalhar, não por não querer ou não suportar voltar àquela rotina, mas porque a lanzeirice ou o cansaço fala mais alto. Gosto do que faço, sinto-me realizada profissionalmente, sinto que aprendo sempre algo mais a cada dia que passa, por muito pequena que seja essa nova aprendizagem. Claro que nem tudo é um mar de rosas, porque isso não existe, mas acho que é o mais perto da perfeição.

Muitas mudanças se avizinham a nível profissional e os zum-zuns não trazem bons prenúncios, o que me está a aterrorizar. As opções até agora são: 1. Continuar tudo na mesma e renovo o meu contrato; 2. Não ter o contrato renovado por a entidade não querer continuar com o projecto; 3. Não ter o contrato renovado não por a entidade não querer renovar o projecto, mas por preferir substituir-me (a mim e às minhas colegas) por pessoas que não sabem (nem querem saber) fazer o meu trabalho, mas que precisam completar os seus horários.

As probabilidades não estão do meu lado e, embora já tenha começado há algum tempo a sondar outras saídas, as coisas não estão fáceis e é impossível "não sofrer por antecipação" como nos dizem para fazer. Percebo que a intenção é a melhor, mas preferia que estivessem calados, porque dito de quem tem o posto assegurado de qualquer uma das formas não me vale de muito. Enfim, eu só queria muito continuar a trabalhar onde trabalho, porque trabalho há, e não é pouco. E eu ADORO trabalhar!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

4.800€? Fosga-se!!


Ontem estava a ver um documentário no Discovery Civilization sobre Itália e a matar saudades da minha viagem de 2009 "à bota" da Europa. O documentário abordava a vida em várias grandes cidades de Itália e as tradições que as caracterizavam. Uma das cidades era, como não poderia deixar de ser, Milão, a capital da Moda. Sabiam que as mulheres italianas gastam em média 4.800€ por ano em roupa e acessórios? Pois, eu também não. Afinal, não gasto dinheiro quase nenhum em roupa!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ele veta a lei, eu veto-o a ele!

Acho o nosso Presidente da República, o professor Aníbal Cavaco Silva, um bocado conservador e preconceituoso. Em Maio de 2010 aprova a lei do casamento homossexual contrariadíssimo, afirmando que "há momentos na vida de um país em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um".

Ainda bem que o senhor não coloca as suas convicções pessoais acima da responsabilidade que tem, porque nignuém lhe perguntou se era a favor ou contra. Afirmou ainda que alguns países permitem a união de pessoas do mesmo sexo, mas sem a designação "casamento". Ora se o casamento é um "contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais" (atenção, no dicionário está duas pessoas e não duas pessoas do sexo oposto) porque é que não se pode chamar casamento?

Enfim. Deve ter sido uma sapo tão grande de engolir que agora aproveitou para vetar o diploma que simplifica a mudança de sexo e de nome próprio no Registo Civil. Se houver um acompanhamento psicológico como deve ser e se se provar que a pessoa sabe bem o que quer e tem consciência das alterações fisiológicas a que se sujeita, porquê impedir essa pessoa de se sentir realizada e bem consigo mesma?

I don't get it!!!

A arte de googlar

A era moderna, das novas tecnologias e da internet trouxeram-nos uma nova palavra: Googlar. Palavra esta que já integra a nova edição do Grande Dicionário da Língua Portuguesa, publicado pela Porto Editora. Eu sou uma adepta do acto de googlar e é fascinante aquilo que podemos descobrir introduzindo algumas palavras na Internet. A merda é quando descobrimos coisas que preferíamos não saber. Como diz o velho ditado: "a ignorância é o caminho mais curto para a felicidade".

sábado, 1 de janeiro de 2011

FELIZ ANO NOVO!