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segunda-feira, 11 de julho de 2011

O desejo da imortalidade

Hoje soube que a mãe de uma amiga de infância morreu, assim, de repente, porque o coração ao fim de pouco mais de 60 anos se cansou de bater. Desde miúda que lido muito mal com funerais. Os únicos a que fui, foi ao dos meus avós e ao da avó do M. e até hoje não esqueço o som da terra a cair em cima do caixão. São recordações que procuro esquecer a todo o custo e que me fazem ter ainda mais aversão a estas situações. Logo, vou lá estar ao pé dela, a dar força, mas acho que em silêncio, porque para além de não saber nunca o que dizer, acho que nestas alturas nenhuma palavra pode minimizar esta dor. Uma amiga dizia-me "eu só de pensar que podia ser comigo dá-me logo vontade de chorar". Eu, nem consigo conceber tal ideia, porque eu acho que os meus pais são eternos, imortais e vão estar sempre comigo. Acho que nunca irei passar por isso... mas quando me lembro que as coisas não acontecem só aos outros, acho que apesar de me considerar uma pessoa forte, não conseguirei sobreviver à dor, se um dia os perder.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tristeza...

Sempre tive o defeito (ou qualidade, não sei!) de não querer partilhar o meu sofrimento com os outros, principalmente quando sei que os outros também sofrem. Hoje tive a triste notícia de saber que uma casa que me viu nascer e crescer vai fechar e que muitos dos que andaram comigo ao colo vão ficar desamparados. E isso faz-me sofrer porque, de entre outros motivos, faz sofrer duas das pessoas que mais amo no mundo. Sei que a notícia os deixou destroçados por verem morrer o projecto de uma vida e isso destroça-me a mim também. Porque sei que sofrem e nada poderei fazer para minimizar aquela dor. Parece que parte de um dos meus desejos para 2011 não se vai concretizar.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sadness

Eu e a minha mania de ser compreensiva, paciente e condescendente em vez de mandar tudo à merda e dizer o que sinto! Às vezes, fico com vontade de me esbofetear!

domingo, 20 de março de 2011

FDS da treta!

Há meses que ansiava por um céu limpo, um sol radioso, um dia quentinho, um dia de primavera. Um dia lindo para passear, descontrair, conviver e arejar. Esses dias chegaram este fim-de-semana. Eu, passei 60% do tempo em limpezas e os restantes 40% a ressacar do cansaço, da desilusão e do aborrecimento. Com o humor com que estou, espera-me uma semana e tanto!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Morrer por dentro

Criticamos as pessoas por serem duras, frias, secas e individualistas e achamos que estão sempre com cara de que todos-lhes-devem-e-ninguém-lhes-paga, mas a maior parte das vezes nem pensamos que foi a vida que as fez agir assim. Quando descobrimos que na origem dessa forma de estar na vida vem de um passado duro, não conseguimos nem sequer imaginar o peso do sofrimento que carregam. Nunca pensei conviver com uma pessoa assim de perto, mas convivi. E isso acho que me está a fazer mudar. A tornar mais tolerante, consciente e cuidadosa, porque um erro, um azar da vida, pode-nos arruinar a vida e matar por dentro.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A guerra não se conta

Hoje estive a ver a Grande Reportagem da SIC, sobre a Guerra Colonial. Sei que existiu não só por a ter dado na escola, mas por o meu pai ter sobrevivido a ela. Cresci a ouvi-lo muitas vezes falar da Guerra. Uma Guerra para onde foi obrigado e contrariado, por não a entender nem com ela concordar. Mas teve que ir, que antes do 25 de Abril não havia voto na matéria, fosse ela qual fosse. Ouvi-o e oiço-o muitas vezes falar das coisas boas, das peripécias, da camaradagem, de como ocupavam os dias lá no fim do mundo mas, por vezes, também das missões e emboscadas, das quais não fala em pormenor, talvez porque, como disseram na reportagem “a guerra não se conta”.

(In)Felizmente, foi para lá já nos últimos anos e, pelo que conta, o pior já tinha passado. Ainda assim, recorda e partilha, com as palavras e com o olhar, muitas coisas que viveu, com emoção e por vezes com uma certa dor…. “uma dor que cá fica” como diz um ex-combatente no final da reportagem. A dor do que viveram e do esquecimento a que os ex-combatentes foram votados. Como o meu pai uma vez disse “os felizmente poucos problemas físicos que tive, já estão debelados, mas os traumas psicológicos...esses apenas morrerão comigo!”

A guerra é uma dor para quem a viveu, mas também para quem vive com quem viveu a Guerra. A dor de não lhes poder tirar essa dor da alma.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

...

I'm sad...