Desde que me apareceu o período pela primeira vez, sempre
fui certinha como um relógio. Assim o fui até de iniciar a pílula, assim fui
durante os anos em que a tomei, e assim tenho sido desde que a interrompi para
engravidar. A ansiedade tem andado ao rubro desde o início do ano, pela indefinição
do meu futuro profissional e, apesar de tal nunca ter influenciado o meu “relógio
mestrual”, sempre pensei que influenciaria o conseguir engravidar. Até ao mês
passado, em que, pela primeira vez nos últimos 15 anos, ele se atrasa pela
primeira vez… uma semana! Uma semana! Aos primeiros dias sente-se desconfiança
e uma certa ansiedade, sempre à espera de não o ver aparecer e, inevitavelmente,
à medida que os dias vão passando e nem sinal, a esperança vai crescendo de uma
forma avassaladora. Como sou muito terra-a-terra, vou trabalhando mentalmente
os meus pensamentos para não criar demasiadas expectativas, questionando até
mesmo os outros sintomas sentidos semelhantes ao de uma gravidez. A ansiedade (e uma
alegria inocente) cresce à medida que os dias passam e que se fazem as leituras
de outras experiências. Ao fim de uma semana, e uma hora depois de se comprar o
teste de gravidez, o cabrão aparece… e o desapontamento instala-se. Ainda não
foi desta.
Coisas que deveria dizer e não digo. Desabafos. Desvaneios. Desejos. Indignações. Frustrações. Recordações. Decisões. Enfim... Monólogos na almofada!
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Anxiety
Continuo em stand-by, continuo ansiosa e esta ansiedade está a dar cabe de mim. Todos os dias tem sido um martírio para levantar o cu da cama. Eu acordo a horas, só não me consigo mesmo levantar, sair do conforto, do quentinho, do meu porto seguro. Irrita-me solenemente sentir que estou numa luta gigante para não perder o meu autocontrole.
Coisas cá de dentro
Desabafos
quinta-feira, 1 de março de 2012
Stand By
Neste momento sinto a minha vida em suspenso. Há 1 mês atrás vislumbrava a hipótese de mudar de trabalho, para algo que seria muito desafiante e que me permitira crescer como eu já anseio há muito. Mas o que eu mais temia concretizou-se: quem era para lá ficar reclamou e desde então aguardo os desenvolvimentos. Se não lhe derem razão, fico eu com o lugar, se lhe derem, acrescentar-se-ão mais umas semanas de angústia e ansiedade, pois aí serei eu a reclamar e toca a aguardar não sei mais quantas semanas. Só sei que este compasso de espera está a dar cabe de mim.
Coisas cá de dentro
Desabafos
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
erro de criação
Deus pôs à face da terra gente tão estúpida e burra... valha-me nossa senhora!!!
Coisas cá de dentro
Desabafos
terça-feira, 13 de setembro de 2011
the shame of unemployment...
12 dias. Foi esta a duração da minha situação de desemprego. Foi curto, felizmente, porque tive a sorte de ficar desempregada entre o fim de um contrato e o início de um outro, para o qual tinha gigantescas probabilidades de ser seleccionada.
Nos últimos meses trabalhei com muitas pessoas que estavam desempregadas. Vi homens com 45, 55 anos a chorar por estarem desempregados depois de mais de 30 anos de trabalho. Por quererem trabalhar e não os aceitarem porque “são velhos de mais para a função”. Por sentirem vergonha da sua situação e por se sentirem inúteis à sociedade. Eu dizia “compreendo” com uma enorme emoção e compaixão a apertar o peito e a querer saltar pelos olhos, mas ninguém entende verdadeiramente ninguém até estar do lado de lá.
12 dias deram-me para estar do lado de lá, para pensar e perceber aqueles sentimentos que me eram expressados. Porque apesar de ter ficado desempregada muito pouco tempo e já praticamente com trabalho garantido, aquele sentimento de vergonha de estar sem fazer nada está sempre lá.
Nos últimos meses trabalhei com muitas pessoas que estavam desempregadas. Vi homens com 45, 55 anos a chorar por estarem desempregados depois de mais de 30 anos de trabalho. Por quererem trabalhar e não os aceitarem porque “são velhos de mais para a função”. Por sentirem vergonha da sua situação e por se sentirem inúteis à sociedade. Eu dizia “compreendo” com uma enorme emoção e compaixão a apertar o peito e a querer saltar pelos olhos, mas ninguém entende verdadeiramente ninguém até estar do lado de lá.
12 dias deram-me para estar do lado de lá, para pensar e perceber aqueles sentimentos que me eram expressados. Porque apesar de ter ficado desempregada muito pouco tempo e já praticamente com trabalho garantido, aquele sentimento de vergonha de estar sem fazer nada está sempre lá.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Pega-monstros!

Se a esta hora do dia já está um calor descomunal, imagino à tarde! Esta sala vai-se transfornar numa sauna e eu num pega-monstro. Se me empurrarem contra alguma coisa de certezinha que fico lá colada!!
Coisas cá de dentro
Desabafos
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Tristeza...
Sempre tive o defeito (ou qualidade, não sei!) de não querer partilhar o meu sofrimento com os outros, principalmente quando sei que os outros também sofrem. Hoje tive a triste notícia de saber que uma casa que me viu nascer e crescer vai fechar e que muitos dos que andaram comigo ao colo vão ficar desamparados. E isso faz-me sofrer porque, de entre outros motivos, faz sofrer duas das pessoas que mais amo no mundo. Sei que a notícia os deixou destroçados por verem morrer o projecto de uma vida e isso destroça-me a mim também. Porque sei que sofrem e nada poderei fazer para minimizar aquela dor. Parece que parte de um dos meus desejos para 2011 não se vai concretizar.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Espírito de sacríficio
... isto hoje está a ser muito duro de aguentar, ai está, está!
Coisas cá de dentro
Desabafos
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Bad day
Hoje conseguiram-me estragar o dia. Eu gostava, gostava mesmo muito, de conseguir ficar indiferente às situações desagradáveis e estúpidas a que vou assistindo. De ouvir, abanar a cabeça em sinal de reprovação e cagar de alto na cena. Mas não. Não consigo. Bem tento respirar fundo e deixar passar, mas não consigo. Ainda não consegui desenvolver, como o meu M. diz, "imunidade à merda circundante".
Coisas cá de dentro
Desabafos
terça-feira, 3 de maio de 2011
annoying...
"O maior chato é o chato perguntativo. Prefiro o chato discursivo ou narrativo, que se pode ouvir enquanto se pensa noutra coisa"
Mário Quintana
Mário Quintana
Às vezes, fazer o que faço não é nada fácil e tenho que fazer um grande esforço para fechar cá dentro o meu ar de aborrecimento e irritação.
Coisas cá de dentro
Desabafos
segunda-feira, 21 de março de 2011
Sadness
Eu e a minha mania de ser compreensiva, paciente e condescendente em vez de mandar tudo à merda e dizer o que sinto! Às vezes, fico com vontade de me esbofetear!
domingo, 20 de março de 2011
FDS da treta!
Há meses que ansiava por um céu limpo, um sol radioso, um dia quentinho, um dia de primavera. Um dia lindo para passear, descontrair, conviver e arejar. Esses dias chegaram este fim-de-semana. Eu, passei 60% do tempo em limpezas e os restantes 40% a ressacar do cansaço, da desilusão e do aborrecimento. Com o humor com que estou, espera-me uma semana e tanto!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A clareza dos pedidos de esclarecimento
Toda esta instabilidade na minha vida profissional e o não saber o que o futuro me reserva deixa-me apreensiva, reflexiva, nervosa e insegura. Nunca fui, nem sou, de me conformar, de cruzar os braços, mas sei que quando ando para a frente ando sempre a medo, como se o chão que vou pisar estivesse repleto de minas. Às vezes penso que por um lado é bom, porque me torna cautelosa mas, por outro, receio que essa cautela se confunda com insegurança.
Como me faz confusão ninguém me saber dar uma informação concreta, decidi fazer um pedido de esclarecimentos à entidade responsável pelo projecto em que estou envolvida. Depois de semana e meia de ansiedade, lá chegou a resposta: "temos estado a envidar esforços junto da tutela, no sentido de se assegurar a possibilidade de renovação das vagas abertas, permitindo, a (re)afectação destes elementos às equipas" [eis o ânimo a crescer em mim] mas, estes processos de reafectação, no caso de entidades como a minha, será da responsabilidade da própria.
Por outras palavras, embora estejam a sensibilizar a entidade para nos renovarem os contratos, eles é que decidem se nós ficamos ou se ficam os que não sabem fazer o meu trabalho.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A guerra não se conta
Hoje estive a ver a Grande Reportagem da SIC, sobre a Guerra Colonial. Sei que existiu não só por a ter dado na escola, mas por o meu pai ter sobrevivido a ela. Cresci a ouvi-lo muitas vezes falar da Guerra. Uma Guerra para onde foi obrigado e contrariado, por não a entender nem com ela concordar. Mas teve que ir, que antes do 25 de Abril não havia voto na matéria, fosse ela qual fosse. Ouvi-o e oiço-o muitas vezes falar das coisas boas, das peripécias, da camaradagem, de como ocupavam os dias lá no fim do mundo mas, por vezes, também das missões e emboscadas, das quais não fala em pormenor, talvez porque, como disseram na reportagem “a guerra não se conta”.
(In)Felizmente, foi para lá já nos últimos anos e, pelo que conta, o pior já tinha passado. Ainda assim, recorda e partilha, com as palavras e com o olhar, muitas coisas que viveu, com emoção e por vezes com uma certa dor…. “uma dor que cá fica” como diz um ex-combatente no final da reportagem. A dor do que viveram e do esquecimento a que os ex-combatentes foram votados. Como o meu pai uma vez disse “os felizmente poucos problemas físicos que tive, já estão debelados, mas os traumas psicológicos...esses apenas morrerão comigo!”
A guerra é uma dor para quem a viveu, mas também para quem vive com quem viveu a Guerra. A dor de não lhes poder tirar essa dor da alma.
(In)Felizmente, foi para lá já nos últimos anos e, pelo que conta, o pior já tinha passado. Ainda assim, recorda e partilha, com as palavras e com o olhar, muitas coisas que viveu, com emoção e por vezes com uma certa dor…. “uma dor que cá fica” como diz um ex-combatente no final da reportagem. A dor do que viveram e do esquecimento a que os ex-combatentes foram votados. Como o meu pai uma vez disse “os felizmente poucos problemas físicos que tive, já estão debelados, mas os traumas psicológicos...esses apenas morrerão comigo!”
A guerra é uma dor para quem a viveu, mas também para quem vive com quem viveu a Guerra. A dor de não lhes poder tirar essa dor da alma.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Frase do dia
ELA: Deus só nos dá aquilo que nós conseguimos carregar. - diz a minha colega de trabalho num momento de descontração.
EU: Realmente, concordo plenamente contigo colega. Nós, por cá, temos que carregar com montes de gente estúpida... e buuurrrrraaaaaaa!!!!
Coisas cá de dentro
Desabafos,
Desvaneios
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Bad news
A primeira parte do meu desejo número 7 para 2011 (renovar o meu contrato de trabalho) ao que parece não se deve concretizar. Quanto muito ou sou mesmo substituída por alguém que não pesca nada do que se faz na minha função ou, na melhor das hipóteses, tenho que concorrer novamente ao meu posto de trabalho (LOL!). Portugal é do melhor, não haja dúvida!
Coisas cá de dentro
Coisas que não entendo,
Desabafos,
Frustrações,
Medo
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Confúcio disse: ""Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida"
Ouvi esta frase e gostei. Gostei, porque goste do que faço. Claro que existem sempre aqueles dias em que não me apetece ir trabalhar, não por não querer ou não suportar voltar àquela rotina, mas porque a lanzeirice ou o cansaço fala mais alto. Gosto do que faço, sinto-me realizada profissionalmente, sinto que aprendo sempre algo mais a cada dia que passa, por muito pequena que seja essa nova aprendizagem. Claro que nem tudo é um mar de rosas, porque isso não existe, mas acho que é o mais perto da perfeição.
Muitas mudanças se avizinham a nível profissional e os zum-zuns não trazem bons prenúncios, o que me está a aterrorizar. As opções até agora são: 1. Continuar tudo na mesma e renovo o meu contrato; 2. Não ter o contrato renovado por a entidade não querer continuar com o projecto; 3. Não ter o contrato renovado não por a entidade não querer renovar o projecto, mas por preferir substituir-me (a mim e às minhas colegas) por pessoas que não sabem (nem querem saber) fazer o meu trabalho, mas que precisam completar os seus horários.
As probabilidades não estão do meu lado e, embora já tenha começado há algum tempo a sondar outras saídas, as coisas não estão fáceis e é impossível "não sofrer por antecipação" como nos dizem para fazer. Percebo que a intenção é a melhor, mas preferia que estivessem calados, porque dito de quem tem o posto assegurado de qualquer uma das formas não me vale de muito. Enfim, eu só queria muito continuar a trabalhar onde trabalho, porque trabalho há, e não é pouco. E eu ADORO trabalhar!
Muitas mudanças se avizinham a nível profissional e os zum-zuns não trazem bons prenúncios, o que me está a aterrorizar. As opções até agora são: 1. Continuar tudo na mesma e renovo o meu contrato; 2. Não ter o contrato renovado por a entidade não querer continuar com o projecto; 3. Não ter o contrato renovado não por a entidade não querer renovar o projecto, mas por preferir substituir-me (a mim e às minhas colegas) por pessoas que não sabem (nem querem saber) fazer o meu trabalho, mas que precisam completar os seus horários.
As probabilidades não estão do meu lado e, embora já tenha começado há algum tempo a sondar outras saídas, as coisas não estão fáceis e é impossível "não sofrer por antecipação" como nos dizem para fazer. Percebo que a intenção é a melhor, mas preferia que estivessem calados, porque dito de quem tem o posto assegurado de qualquer uma das formas não me vale de muito. Enfim, eu só queria muito continuar a trabalhar onde trabalho, porque trabalho há, e não é pouco. E eu ADORO trabalhar!
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