sexta-feira, 30 de julho de 2010

TIC - TAC


Tenho dado por mim a pensar para os meus botões “não me importava nada de ter um filho agora”. Mas logo emerge um novo pensamento “Tens tempo mulher!”. Comecei a perceber que o tal relógio biológico deve querer começar a funcionar. Tenho conseguido retardar a sua entrada em funcionamento, mas o último ano tem sido demais: 5 grávidas à minha volta? 5? Não podia ser só 1, tinham que ser logo 5? Andam a querer acelerar os meus ponteiros…

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Efeito Pigmaleão

Durante o meu ensino secundário, tive a mesma professora a Biologia 3 anos seguidos.

  • No 1º período do meu 10º ano tive 9 no primeiro teste de Ciências da Natureza e 10 no segundo. Andava mal de amores e isso afectava-nos profundamente aos 15 anos. No dia da auto-avaliação, disse que merecia um 10, não só porque a média era 9,5, mas porque não faltava às aulas, fazia os T.P.C. e participava nas aulas. “Ficas com 9 para não andares de cabeça no ar”. A minha prima D., no segundo período, desceu de um 14 para um 9 (quando a média devia ser um 11) “para não andar com cara de parva”.
  • Quando fazíamos testes nos laboratórios de Biologia, os bons alunos ficavam todos isolados na sala de preparação de materiais e o resto da turma na sala, a ser vigiada por ela para não copiarmos.
  • No final do ano, os mesmos alunos tiveram 2 valores a mais para poderem ir com uma notita melhor a exame nacional e alguns dos restantes (inclusive eu!) tiveram só 1 valor. Só um porque “eles vão para cursos com médias mais altas”…
  • No 12º ano tinha 2 manuais para dar para me preparar para o exame nacional de Biologia. Não acabei sequer o primeiro, porque ela passava as aulas a coscuvilhar a nossa vida. E nos poucos momentos em que nos tentou ensinar algo, valeu-nos alguns colegas repetentes, que a chamavam a atenção para alguns erros científicos, correndo mesmo o risco de serem expulsos por a contradizerem!
  • Durante o meu percurso com esta professora não me lembro de conseguir ter mais que 13 valores, mesmo quando sabia estar a ter um desempenho muito positivo e os momentos de avaliação correrem-me muito bem. Quando decidi repetir o 12º ano para fazer melhoria na média final, anulei Biologia porque sabia que ela não ficaria comigo, pois iria pegar num 10º. Fiquei super feliz e pensei: “Finalmente vou deixar de ter 13”. Tive outro professor no 10º ano que até bêbado ensinava melhor que ela. Tive 15 no 1º período. No 2º o Sr. meteu baixa e o meu maior pesadelo realizou-se: ELA VOLTOU!! Escusado será dizer que voltei a ter 13…

É por estas e por outras, mas principalmente por esta, que eu sou a favor da avaliação de professores! A favor da avaliação e de entrevistas de selecção que condicionem as colocações ou as “efectivações”.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Estou que nem posso!!!

Uma das coisas que me deixa venenosa? Ter que trabalhar numa sala horrível, quente, sem ar condicionado e em cadeiras de pau!!!

Sonhos

No sábado à noite fui ao cinema ver “A Origem”. Ao início ia um bocado contrariada porque pensei que não ia gostar, mas foi realmente interessante e deixa-nos a pensar. Antes nunca tinha pensado em algo que no filme me chamou a atenção: quando nos lembramos do que sonhamos, nunca dos lembramos do início do sonho, apenas de já estarmos em plena acção! Como sonho imenso pus-me a pensar sobre alguns sonhos que já tive e dos quais ainda me recordo… realmente, nunca me consigo lembrar de como tudo começou!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As duas coisas, estúpido!

Quando me decidi juntar fiquei baralhada: umas amigas diziam que os primeiros tempos eram maravilhosos, outras consideravam-nos horríveis por causa da partilha dos espaços… Eu tive um bocadinho dos dois, mas não pelos mesmos motivos.

A primeira semana foi extremamente difícil… ora sentia a alegria de ter a minha casa, de iniciar a vida a dois… ora sentia uma profunda tristeza por ter deixado de viver com os meus pais. E agora? Ficam os dois sozinhos a semana toda? Quem lhes faz companhia ao jantar? Quem me diria, quando começasse a desbobinar ao jantar, “Vá, come e cala-te!”?

Foi uma semana de sentimentos confusos… talvez por isso na primeira semana tenha chorado todas as noites. Que paciência que o M. teve comigo!

Um dia chegou a casa e estava eu agarrada ao fogão a fazer o jantar, a chorar baba e ranho, com os olhos tão inchadas que nem os conseguia abrir e a soluçar tanto que nem conseguia falar. A primeira reacção dele foi de aflição, mas quando consegui balbuciar qualquer coisa como “Tenho saudades dos meus pais” (isto ao 2º ou 3º dia) desatou a rir. Nem fiquei chateada, porque vê-lo rir da situação fez-me rir também… lá me foi tentando animar o resto da noite, mas eu não conseguia parar de chorar. A determinada altura pergunta-me:

- “Oh mor, mas estás a rir ou a chorar?”
- “As duas coisas, estúpido!”.