domingo, 31 de julho de 2011

127 horas


Acabei de ver o filme 127 horas. Adorei. Em certos momentos acho que o meu próprio organismo injectava em si doses de adrenalina. Foi emocionante, pesado e houve momentos tão difíceis de digerir, que por vezes para evitar que as gomas que tinha acabado de comer subissem e visitassem o meu sofá, tinha que desviar o olhar do ecrã. O James Franco faz uma interpretação magnifica, mas o filme e a história de vida que está por trás é absolutamente fascinante. Ao ver o filme só me conseguia lembrar que estava a assistir a algo que aconteceu na vida real e fiquei fascinada e a admirar o verdadeiro Aron Ralston. Eu digo que amo a vida, mas seria incapaz de fazer o que ele fez. Se fosse comigo, assim que ficasse presa acho que chorava baba e ranho até desfalecer e morrer logo ali. Aquilo sim é autocontole. Aquilo sim é uma vontade gigantesca de viver .

terça-feira, 26 de julho de 2011

quando pá...

... quando é que este trabalho secante que tenho MESMO que fazer acaba??

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O desejo da imortalidade

Hoje soube que a mãe de uma amiga de infância morreu, assim, de repente, porque o coração ao fim de pouco mais de 60 anos se cansou de bater. Desde miúda que lido muito mal com funerais. Os únicos a que fui, foi ao dos meus avós e ao da avó do M. e até hoje não esqueço o som da terra a cair em cima do caixão. São recordações que procuro esquecer a todo o custo e que me fazem ter ainda mais aversão a estas situações. Logo, vou lá estar ao pé dela, a dar força, mas acho que em silêncio, porque para além de não saber nunca o que dizer, acho que nestas alturas nenhuma palavra pode minimizar esta dor. Uma amiga dizia-me "eu só de pensar que podia ser comigo dá-me logo vontade de chorar". Eu, nem consigo conceber tal ideia, porque eu acho que os meus pais são eternos, imortais e vão estar sempre comigo. Acho que nunca irei passar por isso... mas quando me lembro que as coisas não acontecem só aos outros, acho que apesar de me considerar uma pessoa forte, não conseguirei sobreviver à dor, se um dia os perder.

domingo, 10 de julho de 2011

se nós adoramos, como podem eles não gostar?

A sexta despedida de solteira teve direito a um workshop de dança na cadeira. Uma professora, seis alunas, uma cadeira para cada uma, música sensual e muito boa disposição. A coreografia envolvia, entre outras coisas: andar sensual, pôr a perna na cadeira, abanar a anca, palmadinhas no rabo, pernas para o ar, abre pernas, fecha pernas (qual Sharon Stone, qual quê!), roda a cabeça, mexe no cabelo, abraça-te a ti própria, agora vira a cabeça para o outro lado, agacha uma, agacha duas, arrasta cadeira... tanta coisa que chegávamos ao fim e quase que já nem nos lembrávamos do início. Foi uma hora de trabalho, de aprendizagens, treino, risos, cadeiras pelo ar, cabeçadas... uma animação.
Também adorei o workshop da dança no varão mas este, embora igualmente difícil, é mais fácil de fazer em casa! Mas aquela porra cansa... é preciso concentração, rapidez e força nos braços. No entanto, é bom para conhecermos o nosso corpo, para aprendermos a ser um pouco mais sensuais e para nos desinibirmos também um pouco. Foi super engraçado e toda a gente adorou. E repito o que disse na do varão: se nós adoramos, como podem eles não gostar?


sexta-feira, 8 de julho de 2011

car crash

Ontem bateram-me no carro e partiram-me o pára-choques. Para minha grande sorte, o culpado foi um agente da GNR que ia à civil, num carro do Estado que nem seguro tinha e quis tratar de tudo "off de record", porque teria que ser ele a pagar do bolso dele o estrago (grande Estado, sempre a dar o exemplo!). Devia ter chamado a GNR eu sei (já me esbofeteei várias vezes por não o ter feito, mas os nervos às vezes dão-nos para a estupidez e o senhor também não me ajudou a manter o discernimento). Lá fui na "cantiga" do senhor e nem GNR, nem declaração amigável. Fiquei com a matrícula do carro, nome completo, BI, números de telemóvel gravados no meu depois de uma chamada (sim, porque posso ser parva, mas também não sou assim tanto!) e prontos. Agora é rezar para que a "palavra de honra" ainda exista nos dias de hoje e ele não me dê muitas dores de cabeça a resolver a situação.