Toda esta instabilidade na minha vida profissional e o não saber o que o futuro me reserva deixa-me apreensiva, reflexiva, nervosa e insegura. Nunca fui, nem sou, de me conformar, de cruzar os braços, mas sei que quando ando para a frente ando sempre a medo, como se o chão que vou pisar estivesse repleto de minas. Às vezes penso que por um lado é bom, porque me torna cautelosa mas, por outro, receio que essa cautela se confunda com insegurança.
Como me faz confusão ninguém me saber dar uma informação concreta, decidi fazer um pedido de esclarecimentos à entidade responsável pelo projecto em que estou envolvida. Depois de semana e meia de ansiedade, lá chegou a resposta: "temos estado a envidar esforços junto da tutela, no sentido de se assegurar a possibilidade de renovação das vagas abertas, permitindo, a (re)afectação destes elementos às equipas" [eis o ânimo a crescer em mim] mas, estes processos de reafectação, no caso de entidades como a minha, será da responsabilidade da própria.
Por outras palavras, embora estejam a sensibilizar a entidade para nos renovarem os contratos, eles é que decidem se nós ficamos ou se ficam os que não sabem fazer o meu trabalho.
1 comentário:
fazes-me lembrar aquelas assistentes sociais dos bairros degradados das mega metrópoles americanas... ou um São Bernardo no meio de uma avalanche.
na generalidade dos casos as assistentes sociais conseguem fazer um bom trabalho por entre toda a miséria que as rodeia, e os São Bernardo acabam por sobreviver e passar por cima de toda a neve e gelo...
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